Pular para o conteúdo principal

Postagens

Além de mim, o mundo

Eu vi seu sorriso Senti todo o amor. A chave abriu Os mares em mim Um sinal feito em Prosa As cartas no armário Ditam a face Do amor pré-existente. Eu vou correr pra você Quando a tempestade lá fora Apagar as luzes Eu vou pra lua com você Quando a viajem for certa E juro que nem o Mais bonito dia Pode descrever, aquele silêncio Aquela sensação de calor E saudade que fica no meu corpo Pois mais ninguém além de mim Sabe o que é seu abraço E nem a falta de emoção dos Céticos E nem a fé dos mais emotivos Pode racionalizar Esse estado de espírito Que é enfim Voltar a lhe amar. (Para o Beto) Copyright @ Carmo Senna, 2006

Hiroshima de um amante

Valorizei de mais O desconhecido Me tornei Napalm Para os amigos. O dia seria perfeito Se até os desejos Fossem bombas Suplantando a razão. Ainda não nasci Apenas cresci Querendo viver... E para os que sabem: Poetas são amantes Mas eu sou ainda infante Nesse picadeiro de emoções E trazendo as tormentas Chegam os meus fantasmas A soleira dos sonhos. E insone a esperar A criança da noite Observa o universo De dentro de minha Solidão. (Para todos os amores vividos) Copyright @ Carmo Senna, 2006

Sagrado (Grito de Simplicidade)

Vendo minhas figurinhas De palhaços e pastorinhas Em troca de amores verdadeiros Pra esquecer que no Tempo que dou ao meu tempo O mundo gira no horário ponteiro De escolhas Onde ser não é ser É apenas estar É complicado, mas vou tentando Ser mais certo e menos errado Já que o diferente é O complexo e multicolorido Viveiro de ilusões Onde deito a SIMPLICIDADE Dos meus sonhos sãos. (Para a Trupe do Teatro Mágico que me ajudou a voltar a 'Respirar') Copyright @ Carmo Senna, 2006

Queria apenas dizer

Sem medo do não Sem medo de perder Só que nem tudo é bom E você não vê. Eu criei o mito Eu faço escrito Todas as formas certas De ser. Mas cadê? Ao final O dia se vai, o sono chega, A noite simula Na perfeição falsa Eu choro, Sendo peão Palhaço Bufão... Que de tanto sofrer Cai no samba pra Esquecer Talvez assim Possa viver Embriagado e indiferente A magia Que é o perder. Copyright @ Carmo Senna, 2006

Alma de ladrão

O mundo é diferente Quando usurpamos sentimentos Para envolver em nós poesia Isso acontece quando o tempo muda O céu chora por amores Já que precisamos das lágrimas de outros Para que belos por de sóis ressurjam. Indiferente a mim, Aquela visão de beleza ficou Imóvel e imutável no tempo. Deixando-me ser ladra Daquilo que lhe é caro Mas que o desperdiça só... Num mundo onde O nada Aplica-se ao viver. Foi assim com você hoje Lágrimas azuis, numa terra vermelha Um nome que jamais saberei Uma dor diferente, quem sabe? E eu ali a me alimentar Disso que poucos conseguem Fazer: Inspirar Copyright @ Carmo Senna, 2006

Itinerante (coração enganado)

Vendido Ensangüentado Dilacerado Completamente esquecido Jogado as traças Em meio a uma mesa De pôquer De dados Viciados e velhos Onde, esse músculo Esconde gente. Voluntário Impulsa desejo Quer sua saliva. Anda amando Reinventando Absorvendo As gotas de lágrima Vivas do vento. Copyright @ Carmo Senna, 2006

Saudade

Nasce minha paz Aumenta minha angústia Destrói meu silencio Leve o meu amor contigo. Cala num adeus tátil As juras imaginadas. Bruma o meu dia Esquece as feridas Pulsa novamente Ri, canta, chora Triste, é sempre triste Um coração que não quer Viver o presente. Copyright @ Carmo Senna, 2006