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Roupa de Cama

No momento certo Cada pedaço de pele É doado, A mão segura e aperta A respiração e o Coração acelera. Nas alcovas os Gemidos dos delirantes Que submergem nas noites Das canções ritmadas Dos corpos vibrantes. E é nesse momento, Atravessando As paredes dos desejos táteis. E na busca do "fel" Das ardentes paixões Desavisadas... Que me exponho falando: Sou o seu beijo roubado O meu afago forçado O nosso peso delicado Nos lençóis do Quarto. Copyright @ Carmo Senna, 2006

Please, Please Me

Eu quero começar o dia, escutando você cantarolar “If I fell”. Escrever um bilhete e deixar ao lado do seu travesseiro dizendo: “I’ll pretend that I’m kissing the lips I’m missing” E você embalar meu sono cochichando “Darling I love you” E dançarmos naquela festa “Sha la la la” de forma desengonçada Quando brigarmos e eu preferir ficar sozinha Deixe-me escutar “Let it be” para chorar E na hora de fazermos as pazes você pensar em Uma serenata e cantar sentado ao meu lado: “Love, love me do,You know I love you”. E para fazerem os fantasmas da minha vida sumirem gritarei em plenos pulmões “Blackbird singing in the dead of night” Vem fica comigo, só essa noite… “I want her everywhere and if she's beside me I know I need never care” envolva-se nos meus braços Para assim dormimos de conchinha, amanhã é domingo... E ao levantar e ver o sol, olhar um para o outro e constatar “Don't need to be alone. No need to be alone. It's real love.” “When I get older losing my hair, many years ...

Madrugadas e sussurros

Sabe quando você Cresce se apaixona e sofre? A forma certa dessa Aflição d’alma é A “amizade”, De só querer O Beijar, o abraçar. Mesmo que não admita O amar... Daí inventaram o Ficar. E você tolo errante Com o coração desavisado Fica lá, fica cá. Deixa um pedaço seu em cada Boca de céu Em cada pele de luar. Melhor dizer, Em cada amor Que nasce torto, Morre torto E acaba Louco. Amar assim errado É viver querendo Paixão É suspirar por um Amor Que tarda a chegar E se chega é uma ficada. Mais um lugar Mais um poema Onde tudo é saudade. Não existe verdade Já que poeta nenhum sabe. (Para o amigo Marcos que tanto me pedia um poema) Copyright @ Carmo Senna, 2006

Sua Forma

Pela primeira vez imagem Composta de saudade Enraizada de desejos Inteira de paixão Ela ama Ela te ama Ela vive em seu mundo De suspiros, cores, formas. E invenções Agora não tem medo De ser apenas Menina solta no vento... Copyright @ Carmo Senna, 2006

Além de mim, o mundo

Eu vi seu sorriso Senti todo o amor. A chave abriu Os mares em mim Um sinal feito em Prosa As cartas no armário Ditam a face Do amor pré-existente. Eu vou correr pra você Quando a tempestade lá fora Apagar as luzes Eu vou pra lua com você Quando a viajem for certa E juro que nem o Mais bonito dia Pode descrever, aquele silêncio Aquela sensação de calor E saudade que fica no meu corpo Pois mais ninguém além de mim Sabe o que é seu abraço E nem a falta de emoção dos Céticos E nem a fé dos mais emotivos Pode racionalizar Esse estado de espírito Que é enfim Voltar a lhe amar. (Para o Beto) Copyright @ Carmo Senna, 2006

Hiroshima de um amante

Valorizei de mais O desconhecido Me tornei Napalm Para os amigos. O dia seria perfeito Se até os desejos Fossem bombas Suplantando a razão. Ainda não nasci Apenas cresci Querendo viver... E para os que sabem: Poetas são amantes Mas eu sou ainda infante Nesse picadeiro de emoções E trazendo as tormentas Chegam os meus fantasmas A soleira dos sonhos. E insone a esperar A criança da noite Observa o universo De dentro de minha Solidão. (Para todos os amores vividos) Copyright @ Carmo Senna, 2006

Sagrado (Grito de Simplicidade)

Vendo minhas figurinhas De palhaços e pastorinhas Em troca de amores verdadeiros Pra esquecer que no Tempo que dou ao meu tempo O mundo gira no horário ponteiro De escolhas Onde ser não é ser É apenas estar É complicado, mas vou tentando Ser mais certo e menos errado Já que o diferente é O complexo e multicolorido Viveiro de ilusões Onde deito a SIMPLICIDADE Dos meus sonhos sãos. (Para a Trupe do Teatro Mágico que me ajudou a voltar a 'Respirar') Copyright @ Carmo Senna, 2006