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14 de setembro

É meu aniversário, E não sinto nada. Antes era uma importante Data. De anos pra cá é apenas uma Vaga, Lembrança do que já foi. Espero abraços e felicitações, Quem sabe algumas ligações. Na hora do bolo Como todos os anos, Ao soprar as velas, Peço... Amigos sinceros E um amor eterno.

Tempo Brusco

Eu que pensei que de Sofrimento pouco A vida já da o troco. Daí vem o tal calor Que nasce interno E ruboriza o rosto Numa vermelhidão Que descolori o rosto Até de quem quer cor. Se canta e samba E ri de tudo, feito Palhaço no picadeiro Com seus trejeitos A encantar um público Que é formado pelos Olhos de quem se iludi Com um novo amor E acaba por não ver. (poeta que acha que sofrer é amar de mais. Dedicado a você) *Tempo brusco: gíria curitibana para clima nublado, fechado e escuro.

Quadrilha

Eu fiz uma fogueira Fora do mês E usei de combustível suas cartas E seu amor burguês. Em meio ao pranto, A fuligem e as cinzas De uma guerra interna Quente e fria. Meu rosto que era corado Agora sujo, suado e cansado Ficou acinzentado. E mesmo depois De ter terminado Eu ainda podia ver as brasas De um coração que Lutou, matou e amou, Mas foi derrotado.

De trapo em trapo (A costureira)

Todos os dias acho no chão Um retalho. E esse pedaço de trapo Muitas vezes usado Fez pra aplacar o meu frio Uma colcha de amor-em-pedaços Que aquece os dias nublados Como os antigos olhares cruzados. Hoje à noite eu costuro Um pedaço do seu Amor encantado. (para Daniel Viana, a única pessoa que me faz voltar a escrever) Copyright @ Carmo Senna, 2007

De trpao em trapa (A custureira)

Todos os dias acho no chão Um retalho. E esse pedaço de trapo Muitas vezes usado Fez pra aplacar o meu frio Uma colcha de amor em pedaços Que aquece os dias nublados Como os antigos olhares cruzados. Hoje a noite eu custuro Um pedaço do seu Amor encantado. (para Daniel Viana, a única pessoa que me faz voltar a escrever)

Aprender

Não me permito ser assim Frio até no momento do adeus Sozinho quando se quer perto Fechado, calado... Se eu virar esse menino Nunca aprenderei a crescer E a falta que faz crescer Nos leva a pensar, que isso É só mais um modo de ver Que nem sempre devemos brigar, Nem sempre devemos amar E muito menos nos entregar Se olharmos pro lado E ver olhos chorando por nós Podemos ter certeza, que não vale A pena não se deixar. Copyright @ Carmo Senna, 2007