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ciao

munch Tudo que quero é tão pouco pulo mundo cadafalso escolho e me desfaço labirinto onde em todo fundo fundo infinitamente abismo de abismada escolha triste olho do cimo a ponta ponteágudos da minha voz rouca de entregar estrela ao mar vazio.

samo

  basquiat    Pedaço por pedaço monta-se espaço perdido amordaçado mudo por mudanças de um quebra-cabeça amaldiçoado que pulsa estilhaçado e faz do pulso tinta da tinta a coroa que transpassa fere rasgando o que de mim muro papel branco é matéria prima. same old shit* = samo

chasing light

kertés Não desligo o computador em meu quarto fazem anos, não entendo porque essa rotina. Não é vicio, não é por estar lá e conversar com quem não posso tocar. Simplesmente é eco. De uns tempos para cá tenho relembrado mais a gente, dos apelidos trocados e de como tudo mudou. Parece que não existe aquele fascínio de ficar lá me esperando falar, esperando minha próxima vírgula, gargalhada, música. No momento em que saiu por aquele portão, eu comecei a voltar as minhas raízes, escutar meus sambas, arrumar a casa, perfumar, trocar as flores e as roupas de cama, sabia que o próximo a entrar por aquela porta, e entrar na minha vida não seria mais você. Por que eu tinha tanta certeza? Não sei explicar. Mas carregava o peso comigo, como se carregasse um defunto que me esqueci de enterrar. Viúva de homem vivo é a pior das sinas. Viúva de marinheiro galego ainda mais. Pois sei que não sou a verdadeira, sou apenas mais uma das estradas. A limpinha, de família, falante... Entre...

expletiva-se

O passado toma rumo volta ao presente e não crê que passa passando por mim rosnando dúvidas exclamativas   indicando em afirmativas   cobranças com futuros pretéritos ecos   do passado gelado que impera no presente   verdades dos momentos   mais-que-imperfeitos e no fim desmente e mente a palavra ficando no vão os subjuntivos perdidos da mente passada su blackwell

chamada

desconhecido falta faz falta e falta  feita faz  na alma  a falta da forma que na mente a falta  latente transforma  em dolorida falta presente. no fim amar traz falta da gente.

Prévert II

 lautrec  Chanson   Quel jour sommes-nous Nous sommes tous les jours Mon amie Nous sommes toute la vie Mon amour   Nous nous aimons et nous vivons Nous vivons et nous nous aimons Et nous ne savons pas ce que c'est que La vie Et nous ne savons pas ce que c'est que le jour Et nous ne savons pas ce que c'est que l' Amour . Canção Que dia somos nós Nós somos todos os dias Meu amigo Nós somos toda a vida Meu amor Nós nos amamos e nós vivemos Nós vivemos e nós nos amamos E nós não sabemos o que é a vida E nós não sabemos o que é o dia E nós não sabemos o que é Amor.

Orlando

soutine Entre as marolas e a espuma Meu rosto salpicado de sal Traduz alegria. De querer que o vento sopre Uma palavra ao tempo que traduzida em desejo Vira um século de beijos. E onde esta você Que dança a cima da minha cabeça Com a chuva, a banhar os cachos Que são como perolas em alto mar? Vai saber onde foi parar Sem caber de imaginar, Por quanto tempo Na vida tem para levar. E assim vamos saber, No fim da noite o sereno vem Nos velar, e assim deixar Envolto ao mar um amor De dois a passear.