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Jingle Fell

autor desconhecido Tenho por mim, que a ceia de natal é o inicio de uma guerra fria, os destroços de aves, peixes e outras coisas, que me levam a pensar que tantos ossos, são  exatamente o que eu acredito ser o natal. Ao menos para mim, a 'festa' é o que deflagra as melancólicas olheiras a base de vinho extremamente doce e barato. Então dormi, dormi antes da meia noite, na espera de alguma ligação que me acordasse dos pesadelos entrecortados por espasmos que meu próprio corpo produzia. Criados esses, pela insatisfação do que é para mim natal. O que significa os desejos que as pessoas falam, que a família fala, mas o que realmente faz falta nesse dia? Acho que abraços de corpo inteiro, e o que o Noel não trás... Entretanto, nunca fui boa em cartas para o bom velhinho. Sou boa em escrever sobre meus desleixos, e principalmente, sou boa em quebrar a cabeça para por nos dedos os meus desejos para os outros, aqueles que a gente não confessa sempre, mas espera impacient...

baldio

arte aborígene girando totem mudo o mundo vira implode estardalhaço manso onde felicidade na trave estanca lacunas de espaçamentos entre o fim e o antescurto circuito desassossegado que risca no murado sussurro que abre negro o momento pretérito que virão a ser  nascendo

ciao

munch Tudo que quero é tão pouco pulo mundo cadafalso escolho e me desfaço labirinto onde em todo fundo fundo infinitamente abismo de abismada escolha triste olho do cimo a ponta ponteágudos da minha voz rouca de entregar estrela ao mar vazio.

samo

  basquiat    Pedaço por pedaço monta-se espaço perdido amordaçado mudo por mudanças de um quebra-cabeça amaldiçoado que pulsa estilhaçado e faz do pulso tinta da tinta a coroa que transpassa fere rasgando o que de mim muro papel branco é matéria prima. same old shit* = samo

chasing light

kertés Não desligo o computador em meu quarto fazem anos, não entendo porque essa rotina. Não é vicio, não é por estar lá e conversar com quem não posso tocar. Simplesmente é eco. De uns tempos para cá tenho relembrado mais a gente, dos apelidos trocados e de como tudo mudou. Parece que não existe aquele fascínio de ficar lá me esperando falar, esperando minha próxima vírgula, gargalhada, música. No momento em que saiu por aquele portão, eu comecei a voltar as minhas raízes, escutar meus sambas, arrumar a casa, perfumar, trocar as flores e as roupas de cama, sabia que o próximo a entrar por aquela porta, e entrar na minha vida não seria mais você. Por que eu tinha tanta certeza? Não sei explicar. Mas carregava o peso comigo, como se carregasse um defunto que me esqueci de enterrar. Viúva de homem vivo é a pior das sinas. Viúva de marinheiro galego ainda mais. Pois sei que não sou a verdadeira, sou apenas mais uma das estradas. A limpinha, de família, falante... Entre...

expletiva-se

O passado toma rumo volta ao presente e não crê que passa passando por mim rosnando dúvidas exclamativas   indicando em afirmativas   cobranças com futuros pretéritos ecos   do passado gelado que impera no presente   verdades dos momentos   mais-que-imperfeitos e no fim desmente e mente a palavra ficando no vão os subjuntivos perdidos da mente passada su blackwell

chamada

desconhecido falta faz falta e falta  feita faz  na alma  a falta da forma que na mente a falta  latente transforma  em dolorida falta presente. no fim amar traz falta da gente.