Diz que a pedra, de tanto bater, fura — e o sulco fica, feito marca em couro velho, nunca mais desfeita. Pedra não é areia nem água — não se molda pedra, não se amacia gente. E sem barulho, nem alarde, feito pedra rachando fundo dentro d'água, veio o primeiro fio de estranheza — atravessando o peito, apertando, engasgando, fazendo nó que não se desfaz. O que o olho vê e o verolha não é o outro mais: é o não-ver. Será a cegueira virada do avesso? Talvez o regresso, a lembrança puxada, seja só uma correria desesperada pra aquilo que já nem se pode mais ajuntar. O que era firme amoleceu, desmilinguido, e a tua palavra, que era roca de fiar, virou bravata — precisando de disfarce pra poder ser, de ser pra abafar dor. No Buriti, um alguém, sem querer querendo, largou umas palavras. E a que mais ecoa é aquela que disse da mistura do mundo — que todas as cores remexidas fazem é lodo. Lodo de tinta que nem pinta, nem sabe mais que cor devia ter um coração. Era bom demais... aquela inocênci...

Preciso dizer que adorei?! Ah preciso...
ResponderExcluirAdorei!
"ela ama, ela t ama"?
ResponderExcluirmt suspeito hein, rs.
sem maiores comentários.
um abraço.
clara nunes passou por aki... ou será q foi a herdeira dela (vanessa da mata)?
ResponderExcluirhehe
cool!
eita!
ResponderExcluiragora já sei como é a menina dos cafés...
"Agora não tem medo
De ser apenas
Menina solta no vento..."
bom ler isso... aproveite o momento!
abraço!