Uma manhã comum, onde me dirigia sempre ao mesmo café. Desde que Inês fora embora, não tomo mais café em casa. E religiosamente sigo para uma cafeteria charmosa ao lado de casa. Os garçons já me conhecem, eu sou o homem magro, de olheiras profundas. Ao menos acredito que eles sussurrem entre si essas palavras para alegrar o dia, pondo nomes aos clientes costumeiros. Meu pedido também nunca muda, basta apenas me sentar que eles vem me servir um croissant com queijo e um expresso duplo. Fico ali, por algumas horas da minha manhã, observando os clientes inusitados e os de sempre. Outra mulher, de meia idade sempre senta a minha frente, tem horas que a visão repugnante do modo como ela come me enjoa ao ponto de me fazer levantar, pagar a conta e ir vagar pelas ruas. Hoje é um dia comum! Ela esta lá, gorda, branca, de rosto vermelho, com o nariz de porco, vestindo sempre um vestido florido, de cores berrantes. Cabelo vermelho desgrenhado, dessas tintas que com o tempo vão fi...