Estarei eu virando uma alcóolatra as escondidas? Não sei ao certo, sei que bebo, direto da garrafa, sem nenhuma etiqueta, saco a rolha e bebo, bebo goles longos, até sentir que meu sangue é mais vinho que sangue e que uma gota escorre no canto da boca. Deveria minha família investir na minha reabilitação, sou altamente venosa para os transeuntes ou para os que convivem comigo. Veja, estão todos doentes, esfarelados, fragmentados. Escolhendo as saídas mais fáceis, as coxas mais definidas, o sexo, no mesmo espaço. Bom ou ruim, amor não existe mesmo. Existe os sentimentos loucos e doentios, deixados como tapas bem dados, que a puta pede dizendo – mais forte, mais forte. O prêmio é a marca, estar marcada como gado, como produto com código de barras. É insensível, não por opção, mas por imposição. Renegada ao vinho, aos comprimidos e ao sono confuso. Sem sonhos, sem nada. Só aquela massa compacta de incertezas e de correntezas que seu Estige impõe. Para que o Olimpo se o mu...